A Monet brasileira
Claude Monet foi o pintor mais célebre da corrente artística que ficou conhecida como impressionismo. O termo “impressionismo” surgiu a partir de uma crítica de Louis Leroy feita a um dos primeiros quadro do pintor, o “Impressão, nascer do sol”. Segundo ele,”se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha”.
Inicialmente o termo foi adotado de forma pejorativa. Mas, Monet e outros pintores que estavam iniciando aquela técnica adotaram o termo mesmo assim. Afinal, uma coisa era certa: eles sabiam a revolução que estavam iniciando nas artes plásticas.
O mais impressionante sobre a obra de Monet é que, dependendo da distância que você olha, é possível enxergar uma bela paisagem ou um amontoado de borrões sem nexo. E essa caraterística foi ficando cada vez mais acentuada, pelo fato de as muitas horas olhando para o sol – já que ele gostava de pintar paisagens ao ar livre -, terem acarretado em uma catarata no fim da vida dele, que não o impediu de continuar pintando.
Com a visão comprometida, então, os borrões foram ficando cada vez mais borrados e sua obra, cada vez mais impressionante.
As obras de Monet podem ser apreciadas em alguns dos museus mais importantes do mundo. Mas, agora, você não precisa mais viajar para longe para ver obras de arte impressionantes como as dele. Tudo porque o Brasil está agora descobrindo seu próprio Monet. Ou melhor, a sua própria Monet.
Trata-se de Raquel Taraborelli, uma engenheira de profissão, artista por paixão, da cidade de Votorantim, a 100 quilômetros da capital paulista. Aos 18 anos, uma amiga a levou para um curso de arte em Campinas. E logo nos primeiras dias de aula ela teve contato com a obra de Claude Monet. O que, segundo ela, foi amor à primeira vista. Desde então, Raquel mergulhou em livros e visitou museus do mundo inteiro para ver de perto os borrões mais famosos do mundo. E a influência do impressionismo em suas telas não poderia ser mais clara.
Tanto que ela recebeu o título de “Monet brasileira” por críticos e jornalistas que visitaram suas exposições. Ela se diz honrada com a denominação,”mas acho muito para mim. Todo pintor tem admiração por outro na hora de seguir seu caminho”, completa.
Para ela, o jogo de sombras é o que há de mais encantador, “mais do que o objeto em si. Por isso que gostamos tanto de dias ensolarados, mais pelas sombras que a luz cria do que pelo sol”.
As obras de Raquel Taraborelli estarão expostas até o dia 3 de julho.
Local: Galeria de Arte Lugar ao Sol
Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados e domingos das 10h às 14h.









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